segunda-feira, 13 de maio de 2013

Moda e Comportamento






Dias atrás teve o baile do MET, um baile de gala que abre a exposição do Metropolitan Museum of Art de Nova York. A exposição que começou esse mês se chama PUNK: Chaos to Couture e mostra a influência do punk na moda. Óbvio que me interessei inicialmente só pelas roupas das famosas, ver os vestidos, a maquiagem, o cabelo... coisa de mulher, sacomé.  Mas foi justamente o punk que me chamou muito a atenção. Na verdade, com o tema fiquei pensando na influência que um determinado estilo de música tem no nosso modo de vestir, e me lembrei de como me vestia há tempos atrás de acordo com que estava ouvindo na época.
Lembro-me que por volta dos onze anos, adorava Backstreet Boys. Tinha todos os cd´s e sabia cantar todas as músicas.  Como a maioria das meninas do mundo, sonhava que o Nick era meu namorado. Ficava na frente da TV só esperando o momento em que ia passar o clipe deles pra gravar no videocassete e quando eles apareciam, eram sempre  acompanhados de gritinhos histéricos meus e das minhas irmãs. Quanto às roupas que usava não me lembro ao certo, sei que minha mãe costurava algumas peças que queria.
Na adolescência, a fase em que estava contra tudo e contra todos (não sei por que), era quando andava com roupas cheias de alfinetes, bottons e buracos na calça jeans. Buracos mesmo, que até colocava cola de prova por eles (que coisa feia!). Queria colocar piercings e vários brincos na orelha. Pena que minha mãe não deixava porque dizia que era coisa do diabo. Também foi nessa época que comecei a gostar de Nirvana, Legião e quis aprender tocar violão, só  pra cantar como o Kurt e o Renato no acústico deles. Esta fase rebelde que todo adolescente passa é bem a cara do punk. Como já cantava o Kurt: smell like teen spirit.
Após essa fase, estava mais preocupada com o futuro, com o que iria ser quando crescer. Era tempo de estudar, e muito. Nessa época ouvia bastante Beatles. As roupas já estavam mais sóbrias, afinal tinha que trabalhar e ter responsabilidades. Mas peças pretas sempre presente no armário, pois um pretinho básico é sempre necessário.
Agora, tudo se acalmou. Bem, por enquanto. Não preciso mais provar nada pra ninguém. Ouço samba, danço até funk e arrocha em festas e me divertido muito! De vez em quando ouço bossa nova: Tom Jobim e João Gilberto, cantores que achava chato quando meu pai ouvia lá em casa. Ultimamente estou encantada por Alabama Shakes (), The Black Keys e Queens of the Stone Age. Também ouço coisas mais antigas, como The Doors, Red Hot Chilli Pepers, Radiohead e muito Los Hermanos. Nas roupas, uma jaqueta de couro básica, calça jeans desfiada, camisetas de banda e all star, porque acho que o que é bom convém permanecer independente da idade.
E você, em que fase está?
Thaís Coelho

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A PRAÇA DA MATRIZ É UMA ILHA



Certa vez, na antiga Praça da Matriz, eu pedi para “ficar” com uma moça. Ela respondeu que iria dar uma volta para analisar minha proposta. Eu sentei em um dos bancos da Praça e esperei a volta acabar... Estaria esperando até hoje se, com a reforma, não tivessem arrancado todos os bancos da Praça e colocado uns poucos muito desconfortáveis.  Azar dela...
Azar meu... Quando a Praça foi reformada e reinaugurada, há uns quatro anos, eu estive lá. Não mais procurando a moça para saber a resposta, mas, em abstinência, curioso por saber e ver o resultado de tanto investimento. E o resultado estava lá, claro aos meus olhos, ou melhor, colorido, faraônico... Lembro-me de ver as pessoas impressionadas (eu era uma) com a mudança. Aquela cascata, aquele “rio” cortando a praça ao meio. Neverland! Tudo que eu queria, naquele dia, era sentar em um banco e contemplar o coreto reformado, palco de várias apresentações artísticas minhas, algumas épicas para mim. Mas, logo percebi que os enormes bancos de antes, aqueles em que a gente sentava e observava as pessoas dançando ao som do Som Brasil (sim, as pessoas dançavam naquele tempo) não estavam mais lá. Havia apenas uns poucos bancos em formato de bichos (até bonitos), com encostos apenas em metade do banco, pequenos, poucas árvores, pouca sombra. Após 30 minutos observando as mudanças, corri para casa...
 No dia seguinte, refletindo, escrevi um texto (publicado no ainda existente jornal Agora Notícias), relatando o incômodo. No entanto, por as impressões daquelas mudanças estarem ainda frescas e, portanto, indescritíveis, o artigo soou mais saudosista que crítico. Hoje, no entanto, com o distanciamento, após muitas idas incômodas à Praça, refletindo com amigos, creio ter chegado a uma visão mais clara e menos colorida da reforma.

A grande questão, diferentemente do que eu disse no artigo daquele ano, não foi o grande investimento e as mudanças abruptas, mas seus efeitos na ordem simbólica e, acreditem, política do lugar. Para entender melhor, tem-se que buscar a gênese das praças. Numa passada pela Wikipédia, vemos que a origem das praças está, provavelmente, na ágora, para os gregos, e no fórum, para os romanos. Para esses povos, esses espaços simbolizavam a materialização do público. A ágora era o lugar da prática da democracia direta, lugar de discussão e debate entre os cidadãos, assim como fórum romano (este, mais restrito).
A Praça da Matriz carrega muitos outros significados além dos de suas possíveis origens, que não cabem nesse espaço, mas que, em Castilho, sempre tiveram um sentido de reunião, seja para dançar forró, conversar, comer, beber, discutir, debater, “ficar”... Era um lugar confortável para isso. Os bancos que a cercavam e as sombras das grandes árvores incitavam à “vadiagem”. E não há reflexão sem vadiagem. Juliano Cardoso já chegou até ser expulso pelo delegado, sob o risco de ser preso pelo extinto crime de vadiagem (esse merecia prisão perpétua). Não só isso. Era a morada dos “loucos”, dos bêbados, dos angustiados, dos carentes. Seu guarda, eu não sou vagabundo, não sou delinquente, sou um cara carente. Perdão, não me controlei.
As outras praças da cidade foram todas reformadas da mesma forma. Quem andar por Três Lagoas e Andradina irá também perceber que as praças reformadas de lá se parecem muito com as nossas. Ao meu ver, não é por acaso. Trata-se de uma “ideia” moderna de praça pública que tem em seu núcleo uma essência do tipo fascista. Isso mesmo, fascista. Uma forma de higienização da superfície da realidade, no caso dos loucos, viciados e bêbados (como na Crackolândia), e, nos demais casos, de prevenção contra pensamento, a reflexão, a “vadiagem”. Por não ser por acaso não quero também dizer que seja um ato consciente. Não acredito que nossos governantes, especialmente os municipais, sejam tão lúcidos assim em seus atos. Mas é algo que está no ar, uma tendência...

Alguém já reparou que diminuíram muito as pessoas que dançam o forró (ainda há forró?) e que os conhecidos loucos, bêbados e viciados migraram para outros pontos menos visíveis da cidade? Eu sou um deles.
Ano passado, com a criação da “quarta-feirinha”, a praça da matriz teve uma fagulha de vida, chegou a estar mais movimentada que muitos domingos de forró. Entretanto, alguém, muito cuidadoso com a construção, teve a ideia de que os vendedores fossem para a rua, sob o argumento de que lá as pessoas se concentrariam em todas as barracas, além de que estariam danificando a praça (bom, ao menos foi isso que ouvi dizer...) Será?
Semana passada estive em Bauru. Caminhando com minha namorada pela praça do centro, sem querer, esbarrei com o “Festival Internacional de Fantoches”. Fascinante. Em poucos minutos, se juntou mais de 50 pessoas. Trabalhadores, moradores de rua, enfim, gente de classes variadas. Logo pensei em como aquilo era fantástico, como aquele espaço estava sendo muito bem usado, levando uma cultura muito específica, que pouco se vê em meios de cultura de massa, como a TV.
Enfim, Castilho não poderia ter atividades assim em nossa praça? Se ao menos já tivéssemos um diretor de cultura com uma visão de cultura que vá além dos clichês “Violinos-Big Band”. Se a praça não tivesse sido transformada em uma ilha...

Samuel Carlos Melo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Vinte e poucas linhas



Pensei, pensei e ainda estou aqui pensando sobre o que escrever. Vou refletindo sobre algo enquanto digito. Na minha cabeça muitos flashes de notícias, pequenas observações, alguns conceitos e umas opiniões ainda sem forma definida, sem uma modelagem interessante e relevante para os debates que o blog propõe.
Muito do que me vem à mente está ligado à violência. É uma mulher queimada viva por não ter mais que R$ 30,00 reais na conta, bolsa-crack, professor mendigando um salário justo prum trabalho, hoje, injusto, menor a dois dias da maioridade que pipoca outro jovem por causa de um celular, estupros de crianças, pastores pilantras enganando gente humilde, rede de televisão transformando o errado em certo, e mais uma infinidade de fatos desprezíveis.
E tem o funk, Legislativo, Executivo, Judiciário, causa gay e causa hétero, causa negra e causa branca, causa rica e causa pobre, causa evangélica e causa atéia. Existe "causa humana"? Muita polêmica, várias opiniões, diversos pontos de vista. E eu no meio, olhando tudo. Bestificado. Animalizado!  
Ao mesmo tempo em que estou embevecido em toda essa empatia pelas causas alheias, tenho minhas próprias preocupações. É a casa por terminar, é a cobiça dos sonhos que tem que se adequar à profundidade do bolso, são os estudos pós-acadêmicos pra fazer valer financeiramente cada minuto do período acadêmico, é a difícil escolha acerca de ter ou não filhos. Quanta coisa!
Este texto descambou desde o “pensei” inicial, já na primeira linha. Mas é o que temos pra hoje no menu. Como disse dias atrás, não lembro se neste blog ou no meu, estou meio relax, muito resignado. É tanta coisa ruim que tenho visto prevalecer, tanto atropelo com as coisas corretas, que estou perdendo aos poucos aquela rebeldia pueril, aquela petulância da juventude. Dizem que o passar do tempo deixa a gente assim, apático e conformado. Bovino! Ao menos uma satisfação: ter terminado essas vinte e poucas linhas. Samuel, passo a bola pra você!


Márcio Antoniasi

segunda-feira, 6 de maio de 2013

da vez que eu virei um mosquito e assuntei por aí...




pós entrevista

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ rapá, que saia justa, hein.                                  

Governator
_ pois então, o cara me perguntar se eu colocaria os filhos ou netos em escola pública...

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ pois é, só pobre faz essa loucura!

Governator
_ Eu estudei em escola púlbica, no meu tempo era boa.

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ é que não tinha o PSDB no governo...

Governator
_hã?

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ brinks, chefinho.. [faz um coraçãozinho com a mão]

Governator
- estudar em escola pública... gasto uma nota pra pagar a escola dos meus netos...

Assessor-adjunto da secretária do marketing governamental
- pois é!

Governator
_ Mas então... temos que bolar uma resposta pra não cair numa saia justa dessas..

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ sim sim

Governator
_ to pensando em pegar uns números... assim como o FHC fazia no governo dele. Não importava que a coisa tava russa, ele pegava uns números da macro-econômia e falava como se as coisas estivessem cada vez melhor.

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ no que está pensando?

Governator
_Ah, sei lá...  faz uma pesquisa aí junto com o secretário de educação.. pega uns números que tenham melhorado..tipo..se aumentou o número de minutos que os alunos ficam sentados... ou se os professores já estão fazendo 3 refeições por dia... algo que tenha melhorado.. pega, quantifica, e me dá.

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ Isso. Vou fazer.

Governator
_ Não meça esforços. Use o aparato que for necessário.

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ Mais alguma coisa?

Governator
_ Não, é só. Cadê meu helicóptero? Ainda hoje quero assinar a construção de mais umas 10 penitênciárias e umas 20 praças de pedágio... to afim de trabalhar! Prepare os dados que eu te pedi. É pra ontem!

Assessor-adjunto da secretária de marketing governamental
_ Sim, senhor. Sim, senhor...

                                                                 Juliano Cardoso


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Os Super Poderes



Nos últimos anos tem intensificado a disputa de poder entre determinadas instituições do Estado brasileiro, principalmente quando se observa certas interferências do judiciário nas decisões do Congresso Nacional.
O dado sintomático disto são os projetos de mudanças constitucionais apresentadas no Congresso Nacional que são: Proposta de Emenda Constitucional 37 - PEC 37 e Proposta de Emenda Constitucional 33 – PEC 33, que procuram regular as ações do Ministério Público e do Superior Tribunal Federal, respectivamente.
As discussões em torno destes dois projetos estão um tanto obscuras para a maior parte da sociedade o que torna difícil a formação de opiniões claras, muito disto devido à tendência da mídia monopolista brasileira de tratar o assunto apenas pelo viés moralista, anticorrupção.
Na última semana, membros da sociedade civil organizada de Castilho/SP promoveram um debate sobre a PEC 37 onde promotores de justiça, ou seja, representantes do Ministério Público, se posicionaram contra esta proposta de emenda constitucional usando como argumento que tal proposta tem por objetivo regular o poder de investigação do Ministério Público, limitando-o ao seu papel principal que é o de acusação, o que, na opinião dos promotores palestrantes deste evento, beneficiaria principalmente os chamados crimes de ‘colarinho branco’, tendo em vista que nos últimos anos este órgão tem se destacado por denuncias contra políticos.
No entanto, o advogado Marcos Costa, presidente da OAB-São Paulo apoia a PEC 37 e explica.
"A PEC não quer restringir os poderes do Ministério Público, cujo papel é relevantíssimo e está claramente estabelecido pela Constituição Federal de 88. Na verdade, propõe restabelecer a imparcialidade na fase de investigação, segundo a qual a Polícia Judiciária (Civil e Federal) investiga, o Ministério Público denuncia, a Advocacia faz a defesa e o Judiciário julga. Para Costa, "quem acusa não pode comandar a investigação, porque isso compromete a isenção, quebra o equilíbrio entre as partes da ação penal"[1].


Um caso emblemático da confusão de competências é o da morte do Prefeito de Santo André/SP onde:
“(...) tivemos duas conclusões opostas. A Polícia Civil de São Paulo concluiu que foi crime comum. A pedido de Geraldo Alckmin, uma nova equipe policial, com uma delegada de outra área, refez o inquérito e chegou à mesma conclusão. A Polícia Federal, num trabalho realizado a pedido do então presidente Fernando Henrique Cardoso, também. Mas o Ministério Público diz que foi um crime encomendado. 
Resultado: os réus são acusados de um tipo de crime que contraria frontalmente a conclusão de três investigações policiais. Muitos já foram até condenados em nome do crime encomendado.”

No caso da PEC 33 a proposta visa regular o poder no Superior Tribunal Federal, onde as decisões deste órgão que envolvem o Congresso Nacional devem passar pela aprovação de Deputados e Senadores antes de serem postas em prática.
Na verdade é uma tentativa de conter o super poder que o STF vem impondo nas relações institucionais, como por exemplo, a recente decisão deste Tribunal de impedir que o Congresso aprovasse um projeto de lei que limitasse a criação de partidos:

“A intervenção de Mendes (membro do STF) no exame, pelo Senado, de projeto de lei que impõe limitações à criação de novos partidos, a pedido do PSB do governador Eduardo Campos (PE) – que assim deslegitima um poder no qual está representado – é um absurdo, do ponto de vista democrático e jurídico. E tem um potencial muito maior de colocar em risco as relações entre os poderes, ou a própria democracia, do que uma mera tramitação da Proposta de Emenda Constitucional de número 33, que estabelece limites às declarações de inconstitucionalidade do Supremo”[2]

Portanto, estas propostas de emenda constitucional são indicativas de uma crise institucional, mas podem revelar também que o Poder Judiciário extrapolou suas competências, passando a interferir em outros setores como é o caso do Supremo Tribunal Federal, que já possui o poder de legislar e até mesmo de impedir que uma lei seja votada ou entre em vigor.
“O ex-procurador geral da república, Sepúlveda Pertence, já alertava na década de 80 que o MP havia se tornado em um “Monstro”. De fato, o órgão que deveria apenas fiscalizar a atividade policial e judicial, hoje tem poder de investigação e não é controlado por ninguém.”[3]
Logicamente que por trás destes projetos pode haver oportunismo político de gente mal intencionada, no entanto, isto não deve ser motivo para interferências do tipo que vem acontecendo onde uma instituição tradicionalmente de Direita e extremamente conservadora, como é o Judiciário, tome decisões que afetem a legitimidade do Congresso Nacional ou do Presidência da República, que por mais mal representados que sejam, ainda assim são instituições soberanas, pois constituídas de pessoas eleitas pelo povo.
O maior temor é que estas ações do poder Judiciário possam abrir precedentes perigosos contra direitos democráticos conquistados com muita luta. O direito de greve, por exemplo, é algo que a jurisprudência praticamente cassou com suas determinações de trabalho essencial para a comunidade ou de efetivo mínimo no trabalho.
Se a questão é moralizar então que se comece por uma reforma no próprio STF, onde seus membros obtêm cargo vitalício, com altíssimos salários e que são repostos pelo presidente da republica conforme a conveniência política do momento.
Não é legitimo uma instituição cujos membros não sejam de escolha popular tomar decisões que afetem a vida de todos. A análise do problema não pode ser feita apenas no aspecto moral, isto é um erro, pois além de interesses partidários estão envolvidos interesses de classes, fatores que o poder judiciário está impregnado.


Dóri Edson Lopes



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Biografia


Biografia é um dos gêneros literários que mais gosto de ler. Por meio da leitura da vida de personagens reais é possível conhecer outra realidade e se inspirar de várias maneiras. O fato de saber que são pessoas que realmente existem ou existiram contribui para o fascínio que as biografias exercem, dando aquela sensação de que cada um de nós também pode fazer a diferença de alguma forma. Por isso,  resolvi contar de duas biografias que li há um tempo e que gostei muito.
A primeira biografia é da parisiense Kiki de Montparnasse. Ela foi uma mulher emancipada que viveu livremente sua vida amorosa e sexual na efervescência boêmia dos anos 20. Modelo e musa de vários pintores famosos, como Picasso e Modigliani, também era amiga de ninguém menos que o escritor Ernest Hemingway. A fotografia "Le Violon d’Ingres" (1924) é uma das mais famosas dela, tirada por Man Ray, fotógrafo, pintor e companheiro de Kiki.   
O livro é uma premiada história em quadrinhos francesa. Este fato facilita e instiga a leitura, sendo daqueles livros que você lê em um dia. Para mim, que estava fascinada pelos anos 20, a narrativa da ascensão e queda da estrela foi mais uma forma de imersão nessa década tão glamourosa.

                                     Capa do livro e fotografia "Le Violon d’Ingres" .

Let´s talk about sex, drugs and rock and roll? A clássica e famosa tríade do rock está presente na próxima biografia. Na verdade é uma autobiografia, pois foi a própria pessoa quem escreveu suas memórias. O livro se chama Vida, de Keith Richards, guitarrista e vocalista do Rolling Stones. Nele, ele conta sobre o início da banda, sua paixão pela música, a relação com drogas e seus envolvimentos afetivos.
A composição das músicas é contada de maneira tão legal, que mesmo eu não sendo fã da banda tive interesse em baixar algumas delas (sou daquelas que só conhecia Satisfaction e mais duas ou três músicas deles, rs).
                                                              Capa do livro. 

Devo dizer que este foi um dos primeiros livros que eu queria que não acabasse! Keith é tão carismático que me apaixonei por ele! Sabe aquela sensação de que o cara podia ser seu amigo, que é gente boa com todo mundo?

Thaís Coelho

Para quem se interessar em ler, os livros são: Kiki de Montparnasse, José-Louis Bocquet (roteiro) e Catel Muller (arte). Editora: Galera Record e Vida, Keith Richards. Editora: Globo Editora.