segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

"Fascis" do Brasil: não leia se tiver uma arma em casa...


    A internet é com certeza um dos meios de comunicação mais democráticos que existem, e, por esta razão, conseguimos traçar através das opiniões expressadas, principalmente através de redes sociais (em especial o Facebook), o perfil ideológico e político das pessoas (mesmo que essas argumentem apaixonadamente que são avessas à política).
Desde o ano passado, o Brasil se viu mergulhado em uma tissunami de protestos, que começaram com os famosos R$0,20 e se espalharam pra uma infinidade de temas, alguns importantes, outros nem tanto. Esse ambiente conturbado, talvez inédito na história Brasileira, somado a liberdade de expressão conquistada recentemente, fez com que a opinião da sociedade Brasileira acerca de diversos temas relacionados à política viesse à tona, e a partir disso, tracei o perfil de país idealizado por parte da população Brasileira (ao menos os com acesso a internet e conectados a rede sociais).
O Brasil ideal, para esta parcela da sociedade brasileira, é um país sem poder legislativo autônomo. O Congresso Nacional é um câncer que consome recursos e pouco produz no que diz respeito a seu papel de legislador, logo, deve-ser extinto.
Seria uma nação forte e militarizada. A força bruta seria a solução para a criminalidade que nos assola. A polícia deveria ter total liberdade para exterminar bandidos e extirpa-los da face da terra, afinal, "bandido bom é bandido morto", logo, o poder de legislador e julgador (sei lá se essa palavra existe) ficaria nas mãos das Forças Armadas e, também, qualquer cidadão poderia portar uma arma para se defender caso fosse necessário. 
Seria uma nação higienista – mendigos, viciados em álcool e drogas, e outros cidadãos em estado degradante deveriam ser separados do convívio dos demais, de maneira que o incômodo de sua existência não seria mais sentido pela sociedade.

Manifestações só deveriam existir se fossem pacíficas, ordeiras, sem transtornos ou barulho. Sair às ruas só se fosse para postar fotos no facebook, no mais, apenas compartilhamentos de imagens e status com criticas seria o suficiente. Se alguém ousasse protestar de outra forma, deveria sentir o braço forte do Estado, afinal, arruaça e baderna devem ser tratadas na base da borracha.
Greve deveria ser proibida, afinal, aceitou o trabalho sabendo as condições, logo, não se deve aceitar vagabundagem de trabalhadores.
Movimento dos Sem Terra, Sem Teto e outros “sem” deveriam ser reprimidos, afinal, só o trabalho justifica a posse de bens.
O Governo nunca deveria dar o peixe, e sim deixar que cada indivíduo o pescasse (mesmo que não existam peixes suficientes para todos e embora alguns tenham rede de arrasto e barcos modernos, enquanto muitos não tenham nem uma vara de bambu, linha e anzol), logo, Bolsa Família, bolsas escolares, cotas em faculdades, programas de habitação e reforma agrária não deveriam ser realizados, para que os cidadãos não perdessem a vontade de trabalhar, ficando dependentes da tutela do Estado.
O Estado não deveria beneficiar os mais pobres em detrimento dos mais ricos, com impostos maiores conforme aumentasse a faixa de renda da família, porém, reduzir impostos na compra do carro zero, eletrodomésticos, subsidiar a compra da casa nova com dinheiro público (R$14 bilhões em subsídios em 2013 para a compra de casas, pelo “Minha Casa, minha Divida”) isso poderia sem problemas.
Os partidos de esquerda, ou comunistas, são a causa do mal econômico e deveriam ser combatidos, pois, defendem tirar o que é de quem trabalha e dar para quem nada produz, desestimulando o investimento produtivo no país.

Se você leu o texto e percebeu que estes ideais batem com o seu jeito de pensar e querer o Brasil, saiba que você não esta sozinho. Muitos jovens e adultos têm pensado desta forma. Este jeito de ver a política no passado inspirou lideres carismáticos que tinham um discurso de país forte, repressor, militarizado e higienista, com ideais ultra-capitalistas, ideias que conquistaram milhões de seguidores. Benito Mussolini na Itália e Adolf Hitler na Alemanha conseguiram trazer para junto de si uma multidão que partilhava deste mesmo tipo de pensamento, criando o que hoje chamamos de Fascismo.
 Mas é claro que, nesses países, a crise econômica trazida pela 1ª Guerra Mundial, contribuiu para que essa filosofia política conquistassem as massas e por isso tais lideres chegaram ao Governo, pois estes eram vistos como "Salvadores da Pátria", afinal ,“O fascismo é fascinante e deixa gente ignorante fascinada”.
            No Brasil, ainda não chegamos a tanto, pois mesmo enxergando que o Brasil esta andando na marcha lenta, o emprego e a renda do trabalhador continuam em alta, de maneira que essa percepção apocalíptica que se vê nas “Vejas” da vida não é compartilhada pela maioria da população.
Ainda assim, o futuro não me passa tanta tranqüilidade, pois com alguns elementos a mais, esse país descrito acima pode se tornar sim o Brasil daqui alguns anos e não seria o meu “sonho de consumo” morar em um lugar assim.
Claro que eu anseio por mudanças, por uma melhor educação, um maior desenvolvimento econômico, maior segurança, entre outras coisas que há 500 anos o Brasil vem deixando a desejar, porém, é melhor a liberdade de gritar aos quatro cantos que é necessário mudar do que passar maquiagem na cara e ter que cantar “Pai, afasta de mim esse cálice”...

Silvinho Coutinho

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

É preciso refletir: a CDHU e o possível conflito


É preciso refletir. Refletir e refletir. Mas com calma pra não doer a consciência.  O movimento popular que ocupa as casas da CDHU e as reações diante dele sintetizam a situação social e política da cidade.
Créditos da imagem: Portal Castilho
O que é fato?  Há muita gente precisando de moradia. E não venham me dizer que isso não é verdade, que as pessoas que estão lá, em sua maioria, já tem casa. Dizer isso é reproduzir um discurso generalizante e preconceituoso. É verdade que muitos dos manifestantes fizeram parte do protesto no bairro Nova Iorque, mas, como já disse Márcio Antoniasi no texto anterior, esses movimentos são consequência, o desenvolvimento de uma bola de neve. O que temos em Castilho é um número reduzido  de pessoas com um grande poder aquisitivo, adquirido de diversas formas, entre elas (em grande parte delas), a exploração e, não duvido, a corrupção.  Castilho é Brasil. O Brasil é assim.

Esse grupo, que não deve passar de 15 pessoas, tem como hobby comprar terrenos, construir casas, ou comprar casas já prontas e alugar "bem baratinho" para famílias que não fazem parte desse grupo reduzido, pessoas pobres que, diferentemente deles, não conseguem construir nem mesmo o seu lar.  É uma das formas mais puras de desenvolvimento do capital e aumento da desigualdade. Situação que lembra muito à dos grileiros no Mato Grosso ou à dos coronéis de um passado recente (e ainda presente) de nosso país.  Esse é o negócio “honesto” que garante escolas particulares para seus filhos,  banca o silicone de suas mulheres e as micaretas de suas filhas. Ah, claro, e garante também que eles comprem mais casas e aluguem, aumentando e garantindo a “subsistência”  de seu “limpo” negócio.

Mas é fato, também, que Joni não está de todo errado. A competência em relação à CDHU é, principalmente, do Estado, do sorridente Alckmin que esteve aí nos dando uns busões e tirando umas fotinhas com os camaradas. O que Joni propôs nas negociações é o seu limite: desapropriar terrenos e lutar para a liberação da construção de mais casas. Mais que isso, só a elaboração de um plano diretor e a implantação (utopia!) de um IPTU progressivo para imóveis que não cumprem sua função social, como é o caso de casas de aluguel que ficam fechadas até o início da safra de cana, para serem alugadas aos trabalhadores por preços absurdos. 
O que deveria ter sido mais debatido pelas lideranças do movimento era a obrigação da prefeitura em fiscalizar e garantir que a empresa cumpra o contrato, que, ao que parece, não houve. Faltou aos líderes cabeça fria para analisar a situação e conduzir as negociações com mais embasamento. Mesmo se tivessem se rendido aos argumentos de Joni e desocupado as casas, teriam, ao meu ver, saído como vencedores, realizando um protesto marcante que serviria de aviso aos nossos governantes.   
Agora estamos na iminência de um conflito. O fantasma da vinda Choque anda povoando as mentes fascistas de muitos. Esses dias vi uma pessoa publicando na página do Facebook de um dos líderes do movimento fotos de policiais do Choque e frases em tom ameaçador, idolatrando esse grupo militar e avisando sobre a possível “força” que será usada contra os manifestantes no momento em que houver a reintegração. Materialização da ideologia latifundiária conservadora, de que terra não se conquista, se compra, então, "pau neles!". Tem muito asno andando e falando em Castilho...
E por onde anda o nosso prefeito? Está fazendo história! Acaba de se tornar o primeiro prefeito da história de Castilho a tirar férias. Todo mundo merece umas férias, inclusive ele. Porém, não me parece um momento bom para isso. Quer dizer, depende do ângulo que se analisa...
Enfim, é fato que um conflito não é bom para ninguém. Não é bom para os manifestantes, pois sabemos como a polícia brasileira, em especial a paulista, gosta de tratar manifestantes. Não é bom para a imagem do atual governo municipal, já ridicularizado na região pela a atitude de alguns vereadores. Um conflito assim entraria para história e mancharia para sempre os atuais governantes. Não é bom para o Estado, para Alckimin, para o PSDB, já que 2014 é ano de eleição. Haja ônibus para ofuscar as consequências de um possível conflito. É preciso refletir.


Samuel Carlos Melo
* com a colaboração de Danilo Souza

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

BIZARRO: do ticket ao CDHU



Castilho é mesmo uma cidade interessante! Quando você acha que vai, quando parece que encaixou, vem uma notícia, uma tramóia mais bizarra que a anterior. É o que chamo de superação inversa, ou, então, subir pra baixo. Dessa vez a Câmara pediu vale-alimentação e o Prefeito sancionou. Oh, shit!
Segundo informações, eles acharam uma brecha na Constituição Federal que, tipo, sei lá, garante o direito ao auxílio. Lembrando aqui de cada um dos vereadores, conhecendo alguns deles, não posso não ficar espantado ao ver tamanha perspicácia jurídica. Será? Será mesmo que em Castilho, nesta atual administração, com esses nomes, a gente conseguiu a vanguarda nacional? Não me lembro de nenhum outro lugar onde tal direito tenha sido dado ao Legislativo. Muito menos com todo esse status de legalidade. Talvez no Maranhão, aquela fazenda dos Sarneys...
Perguntado sobre a moralidade do projeto, o Prefeito deu aquela escapulida e disse que cabe ao povo decidir. O Presidente da Câmara, por outro lado, justificou a bizarrice empurrando a culpa nos assentados. Rapaz, esse tipo de projeto só me parece ser uma coisa: vale-curral-eleitoral.
Aliás, esse negócio de visitar, dar uma passadinha, apesar de comum e amplamente utilizado, não deveria acontecer. Vereador não existe pra isso. Esse negócio de indicação pra tapar buraco é balela pra encher a Sessão de linguiça. A tabela abaixo traz um pode/não pode bem interessante. Facinho, facinho... Até eu entendi!

O Vale-alimentação, aliás, é benefício para o trabalhador. Apesar da obviedade, cumpre ressaltar: CARGO ELETIVO NÃO É TRABALHO! Vige no Brasil, já há algum tempo, uma tal alternância de poder, uma tal de República. Mas, como disse linhas atrás, nossos legisladores manjam muito de Constituição. Não vou ficar aqui sendo redundante.
Acredito que a prefeitura faça parte do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador). Grosso modo, é o que garante que se receba o vale sem que este fique vinculado ao salário. Ou seja, não incide em verbas trabalhistas. No caso dos Edis, será que eles também farão parte do PAT? Se sim, fica parecendo que a Câmara toda agora é funcionária do Prefeito. Estou esquentando?
Pra que não fiquem dúvidas, o projeto é totalmente imoral. Além de imoral, fere o art. 39, §4º da Carta Magna, que diz claramente que os membros do Poder receberão única e exclusivamente o subsídio fixado. Nada mais, nada menos. E, vamos combinar, receber cinco paus pra aparecer na Câmara de vez em quando e fazer esse tipo de patifaria está pra lá de bom.

Sábado agora (25/01/14) houve a primeira manifestação popular do ano. O pessoal cobra maior agilidade na construção e entrega das 220 casas do CDHU. Parece que invadiram as casas inacabadas e cada um marcou seu nome em uma pra garantir. É uma barbárie? É. Mas é mais efeito do que causa. Já se foram longos 6 anos desde o cadastramento para o sorteio e nada. A administração passada, a burrice em modo palpável, tem sua enorme parcela de culpa. Entretanto, não esqueçamos que ela é filha da atual. Então, como está tudo em família, eles que se resolvam.
Muitos vão dizer que bom mesmo é trabalhar. Mas, como eu disse, atitudes populares são muito mais efeito do que causa. Se eu, que tenho uma vida até estabilizada e um pouco de estudo, penso em fazer lambanças ao ver nossos representantes agirem com tamanha falta de vergonha na cara, o que se pode exigir de quem nada tem a perder? Camões já dizia: Um fraco rei faz fraca a forte gente!
É, creio que ainda verei muita dessas bizarrices na minha vida, já que gente com tempo e disposição pra isso tem aos montes. Quando sai um aparecem mais três pra ocupar a vaga de pilantra. O negócio é não se deixar vencer pelo cansaço e continuar brigando. Entretanto, mais importante é não fazer o errado quando ele nos favorecer. Esse é ponto.

Márcio Antoniasi

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

FELIZ ANO NOVO!!


O blog “Opositores” surgiu no final de 2012 por meio de um grupo de jovens interessados em tornar público suas opiniões sobre temas variados como comportamento, literatura, religião e principalmente analisar os acontecimentos em Castilho-SP e no Brasil.
Tudo isto através do meio de comunicação mais democrático que temos no momento: a internet.
Nesse tempo no ar o blog já teve mais de 31 mil visualizações.
Diante disso é de se considerar que houve sucesso nessa empreitada. A seriedade e qualidade nas edições de textos é um dos motivos para isto. Mas, há de se considerar também que o blog surge em um momento em que o país começa a se interessar novamente por política. Mas, não essa política de partidos falidos como os que estão aí. E, sim, em busca de uma política de organizações partidárias, ou não, que sejam realmente representativas.
Nesse sentido, o blog expressa uma tendência presente em jovens do Brasil inteiro, qual seja, a de expor suas insatisfações e revoltas seja em escala nacional ou mesmo local, como aqui em Castilho-SP.
O ano de 2013 foi o de afirmação desta tendência, com grandes mobilizações juvenis no Brasil. Entretanto, não foi algo exclusivo da juventude, porque a juventude também faz parte de uma classe e a maioria destes que saíram às ruas são da classe de quem trabalha e foram aqueles que trabalham, e não os que exploram, os maiores responsáveis pelo ano que ficou marcado por estas manifestações no Brasil e em Castilho-SP
Dessa forma há de se considerar que o ano de 2013 vai ser lembrado por acontecimentos deste tipo também em Castilho-SP, como se viu na greve dos servidores, no protesto dos moradores do bairro Nova Iorque, nas manifestações de jovens em Junho, dos sem teto e dos que lutam contra a Águas de Castilho.
Tudo isto trouxe a polemica para os textos do blog e com eles o ibope de quem tinha vontade de saber a opinião dos que escreviam, porque os que escreviam procuraram refletir os acontecimentos sem interesses mesquinhos. Aqui a opinião e a manifestação de posições políticas foram de forma independente e buscando a qualidade de reflexão que a credibilidade conquistada exige. 
Em 2014 essa busca continua... 
Queremos agradecer a todos que nos apoiaram lendo, escrevendo, opinando e divulgando os textos aqui publicados.
Feliz Ano Novo a todos e todas!!

Dóri Edson Lopes

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reunidas Paulista: oito anos de péssimas experiências



Desejo que você, em 2014, compre seu veículo, seja ele novo, usado, seja ele moto ou carro, e que se livre definitivamente desse câncer chamado Empresas Reunidas Paulista de Transporte Ltda., sediada em Araçatuba (SP), e que atende nossa região.
Em oito anos de idas e vindas diárias entre Pereira Barreto – Andradina e Castilho, onde trabalho, as histórias (e não estórias), são as piores, mas vou me ater às do período de 17 de Dezembro a 24 de Dezembro deste.
17 de Dezembro, segunda-feira, horário: 6.20 da manhã – Saída de Andradina para Três Lagoas (ou o Projeto Jupiá, que é o meu caso). Normalmente por volta das 6:28 hrs. O ônibus passa em frente ao ponto do shopping. Apareceu às 6:45 hrs. Perguntei ao motorista o motivo do atraso: “Dois ônibus quebraram”. O pior é que a pessoa que cuida da logística não entende absolutamente nada do assunto. É sabido que nas segundas-feiras, períodos de feriados, e nas sextas, são os horários e dias onde mais se viajam pessoas.
E o que fazem? Colocam os ônibus para cadeirantes, que têm 14 lugares a menos. São 34 sentados e 38 de pé.
Além do atraso do dia 17, o já estressado motorista infringiu o que a própria norma da empresa diz. Máximo 38 pessoas de pé. Senhores, ao descer no Projeto Jupiá contei quantos haviam de pé, espremidos. Apenas 43 pessoas.
Desumano, injusto, para quem viaja e paga sua passagem. Fiscalização? Não há. Nem de polícia rodoviária, nem de Artesp, nada. 0800? Registra sua indignação e depois de 05 dias te dão uma resposta banal qualquer.




Ontem, dia 24, retornando a Pereira Barreto, fomos contemplados com um veículo apelidado de “poeirinha”. Alguns ônibus que transportam trabalhadores rurais, com todo respeito, são melhores do que esses. Quem viajou já sabe, são aqueles com motor na frente, ao lado do motorista. Horário previsto de saída: 10.40 hrs., já saindo às 10.50 com atraso de Andradina. Chegando no trevo que acessa a rodovia sentido fazenda Guanabara, o motor simplesmente
para. Seja lá correia, não sei. Não entendo de mecânica. Exatamente uma hora depois, chega o “ônibus resgate”. Repito: Uma hora na estrada esperando um ônibus sair da garagem de Andradina para pegar os passageiros. 
Tenho registrado nesses oito anos de viagens mais de 150 protocolos de reclamação contra a Empresa. Já entrei no MP de Pereira Barreto solicitando providências (onde foi aberto inquérito para se apurar as denúncias feitas). Continuamos aguardando. Lembrando que no ano passado a empresa simplesmente aboliu da maioria dos carros o ar condicionado. Hoje existem em toda a frota não mais que oito com refrigeração, que atendem Três Lagoas, Ilha Solteira, Pereira Barreto, Castilho e Itapura. (Todos esses começam com a numeração 122700).

Não estou aqui para polemizar. Não estou aqui para “aparecer na mídia”. Longe disso. Todos que viajam pela “Reunidas” sabem o que estou escrevendo acima.
A quem recorrer? Difícil dizer. Faço até o convite a você que viaje um dia nessa empresa, como eu e vários colegas fazemos, e verifique a temperatura interna dos mesmos (a não ser que der sorte de pegar um desses poucos carros com ar), e veja como passageiros e também motoristas sofrem com essa empresa, que um dia, já prestou serviço decente. Não hoje.






Fábio Batista.
Professor.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Reflexões sobre o julgamento da greve dos servidores muncipais


 Há alguns dias recebi a ligação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Castilho informando que a decisão da Justiça do Trabalho havia sido favorável aos servidores que aderiram a greve em maio deste ano. Logo corri para anunciar a boa nova aos colegas de trabalho que, assim como eu, ficaram por dias na frente da prefeitura, reivindicando melhorais ao funcionalismo público e que receberam alguns predicados como: “vagabundos”, “desordeiros”, “cachaceiros”, “biscates”, entre outros nomes que não convêm citar...
Créditos da foto: Castilho Vips

 O sentimento de alegria se tornou visível no rosto dessas pessoas que foram ameaçadas, pressionadas para não aderirem a greve, que tiveram sete dias de pagamento descontados, que foram ridicularizadas por alguns que não entraram na greve e receberam os mesmos benefícios dos que participaram (pessoas que, por incrível que pareça, ficaram revoltadas com a decisão da Justiça ao dar ganho de causa aos grevistas). Mais do que o dinheiro irregularmente descontado pelo Prefeito que agora deverá ser pago na próxima folha de pagamento, a vitória trouxe de volta a certeza de que fizemos o certo. Ao contrário do que muitos defendiam apaixonadamente, a greve não era ilegal, e isso a Justiça comprovou com a decisão e certamente este foi o maior presente que nós grevistas demos ao funcionalismo público municipal, pois aqueles que duvidavam, que tinham medo, que viam o prefeito como um “deus” que tudo podia e nunca perdia, agora puderam ver que não é bem assim... Ele é um ser humano, que acerta em várias coisas e erra em muitas outras, de maneira que quando acerta temos que aplaudir, mas quando erra temos que lutar para mostrar o seu erro e se caso ele não queira nos ouvir, se preciso, temos sim que gritar, seja com a voz, com megafone ou com o som montado pelo “Tú” na frente da prefeitura.

Nosso presente de natal para ele foi fazê-lo ver e entender que não dá pra sempre querer empurrar sua vontade goela abaixo, que, às vezes, é preciso negociar, ouvir, ceder quando for preciso. Quem sabe ,em uma próxima oportunidade, ele tome outra atitude e esteja mais aberto ao diálogo, afinal, os sábios aprendem com a adversidade.

 Todos perdemos, todos ganhamos, todos aprendemos e isso é o que importa.

Que 2014 seja um ano de paz, tranquilidade e que não haja outra greve... Sãos meus votos para os cidadãos castilhenses.

Silvinho Coutinho

domingo, 15 de dezembro de 2013

As contas da câmara de Castilho

   

    Como podem  perceber, estamos em ritmo de férias. Alguns opositores, com os bolsos cheios de propina acumulada durante esse primeiro ano de blog, estão curtindo suas justas férias nas Bahamas, outros, como eu, ainda vagam por Castilho em busca, quem sabe, de alguma vantagem ou promoção em passagens aéreas na primeira classe para as Ilhas Cayman. E foi numa dessas andanças que estive, segunda passada, na audiência pública promovida pelo presidente da Câmara de Vereadores de Castilho em que foram detalhadas as contas de 2013. 
   Antes de qualquer coisa é preciso destacar o ineditismo e a coragem de Waguinho ao expor aqueles dados e, consequentemente, se expor publicamente. Atitude de quem  não tem medo do debate e nem tem o que esconder, ainda mais com o ano conturbado vivido por ele, repleto de questionamentos quanto a compra de carro, gastos em viagem, inércia em relação à concessão da água etc... Audiência que, além de tudo, contribui para seu marketing político/pessoal. Não o condeno por isso. 
    Resumo minha impressão sobre a audiência. Em relação às contas, fiquei espantado quanto ao que foi economizado neste ano: foram cerca de 350 mil reais do orçamento da câmara que serão devolvidos à prefeitura com indicação de onde devem ser gastos, segundo o presidente. Fiquei bastante impressionado, afinal, é difícil sobrar dinheiro em administração pública. Entretanto, após o detalhamento dos gastos, comecei a observar que houve pouca alteração nas despesas e me questionei: o que teria ocorrido de tão diferente no ano passado que não foi possível economizar um valor semelhante (isso pois, segundo o presidente, se não fossem despesas com salário do ano anterior, seria possível economizar ainda mais)? Sinceramente, fiquei com uma pulguinha do tamanho do paranazão atrás de minha orelha...
    Outro assunto bastante contraditório foi em relação à reforma ou construção de uma nova câmara. Foram apresentadas fotos e laudos de engenheiros que comprovam um estado preocupante da estrutura da atual câmara: infiltrações, rachaduras, falta de acessibilidade, fiação exposta etc. De fato, o prédio está em uma situação delicada e algo precisa ser feito, seja uma nova reforma ou até a construção de uma nova estrutura. Não consegui, ainda, formar opinião sobre o que será melhor (ou menos pior). Porém, mais uma questão (desmembrada em várias) surgiu e foi motivo de debate: a câmara não passou por reforma recentemente? As fotos antigas e as que mostram o estado após a reforma, aparentemente, mostram pouca alteração. Quem fez essa reforma? Não seria motivo de, ao menos, um questionamento da qualidade do serviço? Como poderemos confiar em um investimento em uma nova reforma ou na construção de um novo prédio com todas essas lacunas do passado?
    Evidentemente, a intenção de Waguinho não foi fazer comparações, ele mesmo nos fez questão de ressaltar isso. Mas é impossível que alguém com um mínimo de senso crítico não as faça e exija respostas convincentes. Ainda mais de uma presidência, como a dele, que tem se mostrado mais responsável com os recursos públicos. Um passado mal resolvido gera a expectativa de um futuro mal planejado (para ser leve). 

Samuel Carlos Melo