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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu nome não é Leonard!



Minha primeira lembrança do Leonardo era de quando ele ainda se chamava Leonard, nome miseravelmente brega... daqueles tipo que os colegas da escola ficam zuando, dizendo "hummm... Leonaaaaaaaaaard, é?".  Mas ele era só uma criança, meio gordinha, vestido de caubói e acompanhado de um cara com um violão (seu pai, talvez). Ele cantava Love of my life, do Queen. Cantava de maneira pedante, diga-se de passagem. Mas era o modo de ser sertanejo daquele tempo. "Aquele tempo" que eu digo era há poucos anos atrás. E "naquele tempo" o sertanejo era só romântico, meloso e intragável. Hoje, ele passou no vestibular, virou universitário. Perdeu um pouco do exagero, ficou "mudérninho", baladeiro ao invés de romântico, pegador ao invés de meloso. Mas continua intragrável como sempre, na minha humilde opinião.
A última lembrança que tenho de Leonardo, ainda Leonard, foi num dos poucos bailes em que eu fui na minha vida. Baile do Havai, talvez. Ele se apresentou antes da banda, causando tédio na platéia e muita vergonha alheia em mim. Nem me lembro quanto tempo faz isso. O vi certas vezes na rua, sempre cercado de meninas, o safadinho. Mas cantando, faz um certo tempo que não o via... ou ouvia, que seja. 
É você percebeu que esse texto não começou da maneira ideal. Mas não vou ser mentiroso. Olho essa promissora passagem do Leonardo pelo programa Ídolos com um certo interesse, mas pouca empolgação. Não me empolgo muito fácil, ainda mais com coisas que saiam da gigantesca órbita do meu umbigo. Assisti um vídeo na net, na qual ele se apresenta pela primeira vez ao jurados. Passa com facilidade e louvor. Mudou muito, se tornou um belo rapaz, tem carisma e passa uma humildade sincera. E está muito seguro e preciso quando canta. 
Está cantando bem? Está, sim. Eu desafino até chamando a minha mãe. Mas, sinceramente, isso nem é o mais importante. Quando vi sua apresentação, cravei que ele tinha grandes chances no programa. É um garoto como Leonardo que eles procuram. Outros podem cantar mais, mas as qualidades que eu descrevi acima pesam demais ao seu favor. Não se admire se tivermos um Ídolo cantilhense. Castilhense ou treslagoense? Não. Apesar de ter enchido o saco da minha amiga Joyce Possebon, na net, eu acho boba qualquer polêmica em cima de ele ter dito ser sul-mato-grossense, no programa. Primeiro, porque ele realmente viveu um tempo em Três Lagoas. Segundo, porque pega muito melhor, sendo sertanejo, dizer que nasceu no Mato Grosso do Sul do que dizer que nasceu em..Castilho? onde é isso? E se pega bem, faz um bom marketing, quem somos nós pra metermos o bedelho? 
Mas o que mais me chamou atenção no vídeo foi a reportagem feita antes da seletiva. Nela, mostrou-se algo que eu não sabia: a coragem que ele e a família tiveram em sair de Castilho e ir pra Sampa correr atrás do seu sonho. Isso é louvável. Talento não é nada sem coragem. Castilho já teve seus talentos. Alguns boleiros daqui poderiam estar com a vida feita, jogando por algum grande time por aí. Mas, ou se acovardaram ou ficaram embevecidos pelo próprio talento, achando que a oportunidade bateria à sua porta. E ela não vai bater. Leonardo soube disso e foi bater na porta da oportunidade. Poderia sair de lá desanimado, mesmo envergonhado. Está sendo vitorioso até agora. Será um ídolo? Bem, meu, nunca, meu caro conterrâneo. Foi mal, não é minha praia. Mas já tem a minha admiração e respeito. Não vale 500 mil, mas valeu esse post

Juliano Cardoso


QUEEN - LOVE OF MY LIFE


terça-feira, 23 de outubro de 2012

O retorno do faraó castilhense!

PSDB Capitalismo José Serra Geraldo Alckmin, Joni
Desenho da charge:  Digo/ Cores: Danilo Souza/ Texto da charge: Samuel Carlos melo



Que foi? Não me diga que não entendeu a charge? Ah, tá explicado, então, o seu voto nas eleições municipais desse ano... Tenho vergonha de você, leitor. Não por você ter optado por esse candidato, mas por eu ter quase certeza de que você votou sem pensar, ou que pensou tão pouco que votou por só ter pensado em você mesmo. Desculpa estrear assim neste blog, de forma meio arrogante (e meio). Eu sei que escolher um candidato a prefeito esse ano foi como escolher entre morrer por suicídio ou assassinato. Mas, ignorante leitor, isso tudo é culpa sua! Talvez um pouco minha também, confesso... Só que a minha culpa é menor, nem vem!
O quê? Você quer saber o que me faz ter a certeza de ser menos culpado que você? Primeiro, parodiando meu amigo Juliano Cardoso, pela certeza de que “os PSDBistas não te farão herdar o reino dos céus”. Isso é fato. Se você é pobre, professor ou trabalhador rural, o lugar mais importante que você ocupará no cuidado dos Tucanos é o dos números frios, índices, estatísticas de morte ou, no caso de ser professor, do lado oposto de um cassetete policial. Em segundo lugar, porque eu já conheço a ambiguidade do governo de Joni. Vou te provar. 
Há quatro anos, quando chegava ao fim o império Joniano, em um texto publicado no extinto (?) jornal Agora Notícias, fiz uma análise dos 8 anos de Joni no governo (caramba, ele pode ficar mais 8...) e destaquei a incerteza de seus atos, a sua megalomania em construir prédios coloridos e frágeis em contrapartida ao seu descaso com áreas essenciais, porém menos “vistosas”. Com os rumores sobre a possibilidade de que ele não possa assumir devido a problemas com a justiça, vejo que pouco mudou em Joni nesses 4 anos longe (?). Mas vou parar por aqui, teimoso leitor. Vou deixar, na íntegra, o texto de 4 anos atrás. Veja você mesmo como minha culpa é menor que a sua, se os seus olhos não estiverem descansando para a hora da novela.
----------------------------Há quatro anos atrás----------------------------------

MEU NOME NÃO É JONI!
08/09/2008

Desde que se iniciaram as campanhas eleitorais em Castilho penso em fazer um artigo que retome os oito anos de mandato do prefeito Joni Marcos Buzachero. Porém, não sei se por culpa dos incansáveis carros de propaganda e suas paródias, no mínimo curiosas, fugia-me, assustada pelos decibéis dos alto-falantes, a força da idéia. Foi então que, no aniversário da cidade, assistindo (obrigado pelo tédio) ao show da dupla Rick & Renner, a combustão aconteceu; e graças (quem diria?!) a uma palavra dita pelo Rick (ou seria o Renner?). Após um descarrego de músicas, a dupla pára, e como é de praxe, agradece ao prefeito com mais o menos estas palavras: “Um obrigado ao prefeito Dioni" (Joni pronunciado como Johnny, no inglês). Pronto! Era isso! Calma, já explico.
Ao ouvir tal “cordialidade”, por mais absurdo que pareça, percebi que, desses dois mandatos, desses oito anos de Joni no poder, o que mais se fixou em minha memória foram as várias confusões, ou melhor, a constante incerteza prosódica, por parte das atrações dos aniversários da cidade, do nome de nosso prefeito. Notei que, se não foram todos, boa parte dos artistas trazidos por ele sofreram com a indecisão entre (foneticamente falando) o som fricativo e o africado de [j] e que essa recorrência tinha um fundo simbólico significativo. Eu sei, é mesmo difícil entender. Para melhor compreensão, estenda esse raciocínio ao governo Buzachero.
A ambigüidade é a marca da administração de Joni. Foram quase oito anos divididos entre investimentos em grandes obras e descaso para com a cultura, saúde e educação; criação de empregos e denúncias de irregularidades na administração que, sinceramente, não sei se vingaram ou minguaram. Se focalizarmos ainda mais, podemos observar esse caráter ambíguo nas próprias obras públicas. Casos como os belos centros comunitários construídos para estimular o esporte e o lazer e que, em sua maioria, estão abandonados ao acaso, no máximo servindo para festinhas de aniversário; o Centro de Eventos Culturais que serve como espaço para muitos acontecimentos religiosos, mas que, “aparentemente”, sofre com problemas na estrutura. E cito mais, o investimento de quase R$ 1.000.000 para o que se chamou de “reforma” da praça (que, na verdade, é a construção de outra praça) em contraste com o que se investiu em educação e saúde.
Não quero, entenda leitor, por em dúvida o caráter de nosso “futuro ex-prefeito”, apenas desejo apontar, por meio de um insight banal, as impressões deixadas por essa administração. Tais ambigüidades não se limitam apenas à administração Joni Marcos Buzachero, são fatos normais da política: “ossos do ofício”, como se diz por aí. E sabe o que acabei de notar? Eu também não tenho certeza da pronúncia do nome “Joni”. Então, meu caro prefeito, antes que o mandato termine, acabe com essa “dúvida cruel” e nos responda: é “Joni” ou “Dioni”? 

Samuel Carlos Melo