Hoje, eu é que vou falar do Leonard(o). Acalmem-se,
não venho falar mal. Não sou como Juliano Cardoso, tenho Deus no coração...
Essa é a segunda temporada do Ídolos que acompanho. A primeira foi a temporada
de estreia, no SBT, em 2006, vencida pelo Lendro Lopes, o “pica-pau”. A segunda
foi essa de 2012, já na Record, vencida pelo sambista Éverton. Vi a primeira
mais por curiosidade com o novo, diferentemente da segunda, em que só vi por
ter alguém conhecido competindo, alguém de minha cidade.
Leonardo não ganhou. Confesso que, assim como muitas
das menininhas que se tornaram fãs dele ao longo da competição, eu também fui
surpreendido com o resultado. Ele parecia ser o cara certo, na hora certa, com
a idade certa e com o estilo musical certo. A cada apresentação, arrancava
aplausos da plateia e muitos elogios dos jurados, principalmente de Marco
Camargo, que, a meu ver, é o que se deve levar mais em consideração. Os vídeos
de suas apresentações, tanto no site do programa quanto no Youtube, eram os de
mais views. Tudo caminhava para que tivéssemos um ídolo teen castilhense. Não
foi assim...
Éverton venceu. Não pelo estilo musical, não pela
imagem teen da moda, mas por sua história de vida que, junto com sua
interpretação dos doloridos sambas antigos, conseguiu emocionar mais do que o
carisma de Leonardo. Ruim para nós, tristonhos castilhenses, ótimo para a cena
musical. Não que Leonardo cante mal, aliás, não concordo com a fala do Éverton
de que Leonardo não merecia estar na final. Ao ver Luan Santana cantando terrivelmente
na mesma noite, vi que Leonardo, com um bom produtor e compositor, pode
amenizar a “escrotidão” desse sertanejo de universitário repetente. No entanto,
a vitória de Éverton foi a vitória sobre um estereótipo de cantor que tem
saturado o país e dominado também os campeões anteriores do programa, como
Henrique Lemes (2011) e Israel Lucero (2010).
Pô, mas pensem comigo. Foi mesmo justo que esse prêmio
ficasse com o Éverton. Não que o Leonardo não mereça ou precise menos, porém,
sejamos realistas, quem pode ficar rico ou famoso cantando samba antigo em
nossos tempos? Leonardo terá inúmeras oportunidades de conseguir alavancar sua
carreira cantando sertanejo. Éverton não, dificilmente sairá dos bares dos
grandes centros, como os de Porto Alegre. Éverton foi um descuido da massa.
Enfim, pensando como castilhense, a maior vitória de
Léo foi a de deixar o Leonarrrrd para trás. LeonardO agora tem um nome, é
Leonardo Cavalcante, finalista do Ídolos, talvez o talento de maior sucesso de
nossa cidade e que tem, agora, como nenhum outro teve, a chance de iniciar uma
carreira tendo como apoio a visibilidade das grandes mídias conquistada em sua
vitoriosa participação no programa. Parabéns, rapaz! Avante!
Melhor apresentação do Leonardo, em minha opinião:
Samuel Carlos Melo.
