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sábado, 15 de dezembro de 2012

Meu nome é Leonardo!



Hoje, eu é que vou falar do Leonard(o). Acalmem-se, não venho falar mal. Não sou como Juliano Cardoso, tenho Deus no coração... Essa é a segunda temporada do Ídolos que acompanho. A primeira foi a temporada de estreia, no SBT, em 2006, vencida pelo Lendro Lopes, o “pica-pau”. A segunda foi essa de 2012, já na Record, vencida pelo sambista Éverton. Vi a primeira mais por curiosidade com o novo, diferentemente da segunda, em que só vi por ter alguém conhecido competindo, alguém de minha cidade.
Leonardo não ganhou. Confesso que, assim como muitas das menininhas que se tornaram fãs dele ao longo da competição, eu também fui surpreendido com o resultado. Ele parecia ser o cara certo, na hora certa, com a idade certa e com o estilo musical certo. A cada apresentação, arrancava aplausos da plateia e muitos elogios dos jurados, principalmente de Marco Camargo, que, a meu ver, é o que se deve levar mais em consideração. Os vídeos de suas apresentações, tanto no site do programa quanto no Youtube, eram os de mais views. Tudo caminhava para que tivéssemos um ídolo teen castilhense. Não foi assim...

Éverton venceu. Não pelo estilo musical, não pela imagem teen da moda, mas por sua história de vida que, junto com sua interpretação dos doloridos sambas antigos, conseguiu emocionar mais do que o carisma de Leonardo. Ruim para nós, tristonhos castilhenses, ótimo para a cena musical. Não que Leonardo cante mal, aliás, não concordo com a fala do Éverton de que Leonardo não merecia estar na final. Ao ver Luan Santana cantando terrivelmente na mesma noite, vi que Leonardo, com um bom produtor e compositor, pode amenizar a “escrotidão” desse sertanejo de universitário repetente. No entanto, a vitória de Éverton foi a vitória sobre um estereótipo de cantor que tem saturado o país e dominado também os campeões anteriores do programa, como Henrique Lemes (2011) e Israel Lucero (2010).
Pô, mas pensem comigo. Foi mesmo justo que esse prêmio ficasse com o Éverton. Não que o Leonardo não mereça ou precise menos, porém, sejamos realistas, quem pode ficar rico ou famoso cantando samba antigo em nossos tempos? Leonardo terá inúmeras oportunidades de conseguir alavancar sua carreira cantando sertanejo. Éverton não, dificilmente sairá dos bares dos grandes centros, como os de Porto Alegre. Éverton foi um descuido da massa.
Enfim, pensando como castilhense, a maior vitória de Léo foi a de deixar o Leonarrrrd para trás. LeonardO agora tem um nome, é Leonardo Cavalcante, finalista do Ídolos, talvez o talento de maior sucesso de nossa cidade e que tem, agora, como nenhum outro teve, a chance de iniciar uma carreira tendo como apoio a visibilidade das grandes mídias conquistada em sua vitoriosa participação no programa. Parabéns, rapaz! Avante!

Melhor apresentação do Leonardo, em minha opinião:



Samuel Carlos Melo.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Meu nome não é Leonard!



Minha primeira lembrança do Leonardo era de quando ele ainda se chamava Leonard, nome miseravelmente brega... daqueles tipo que os colegas da escola ficam zuando, dizendo "hummm... Leonaaaaaaaaaard, é?".  Mas ele era só uma criança, meio gordinha, vestido de caubói e acompanhado de um cara com um violão (seu pai, talvez). Ele cantava Love of my life, do Queen. Cantava de maneira pedante, diga-se de passagem. Mas era o modo de ser sertanejo daquele tempo. "Aquele tempo" que eu digo era há poucos anos atrás. E "naquele tempo" o sertanejo era só romântico, meloso e intragável. Hoje, ele passou no vestibular, virou universitário. Perdeu um pouco do exagero, ficou "mudérninho", baladeiro ao invés de romântico, pegador ao invés de meloso. Mas continua intragrável como sempre, na minha humilde opinião.
A última lembrança que tenho de Leonardo, ainda Leonard, foi num dos poucos bailes em que eu fui na minha vida. Baile do Havai, talvez. Ele se apresentou antes da banda, causando tédio na platéia e muita vergonha alheia em mim. Nem me lembro quanto tempo faz isso. O vi certas vezes na rua, sempre cercado de meninas, o safadinho. Mas cantando, faz um certo tempo que não o via... ou ouvia, que seja. 
É você percebeu que esse texto não começou da maneira ideal. Mas não vou ser mentiroso. Olho essa promissora passagem do Leonardo pelo programa Ídolos com um certo interesse, mas pouca empolgação. Não me empolgo muito fácil, ainda mais com coisas que saiam da gigantesca órbita do meu umbigo. Assisti um vídeo na net, na qual ele se apresenta pela primeira vez ao jurados. Passa com facilidade e louvor. Mudou muito, se tornou um belo rapaz, tem carisma e passa uma humildade sincera. E está muito seguro e preciso quando canta. 
Está cantando bem? Está, sim. Eu desafino até chamando a minha mãe. Mas, sinceramente, isso nem é o mais importante. Quando vi sua apresentação, cravei que ele tinha grandes chances no programa. É um garoto como Leonardo que eles procuram. Outros podem cantar mais, mas as qualidades que eu descrevi acima pesam demais ao seu favor. Não se admire se tivermos um Ídolo cantilhense. Castilhense ou treslagoense? Não. Apesar de ter enchido o saco da minha amiga Joyce Possebon, na net, eu acho boba qualquer polêmica em cima de ele ter dito ser sul-mato-grossense, no programa. Primeiro, porque ele realmente viveu um tempo em Três Lagoas. Segundo, porque pega muito melhor, sendo sertanejo, dizer que nasceu no Mato Grosso do Sul do que dizer que nasceu em..Castilho? onde é isso? E se pega bem, faz um bom marketing, quem somos nós pra metermos o bedelho? 
Mas o que mais me chamou atenção no vídeo foi a reportagem feita antes da seletiva. Nela, mostrou-se algo que eu não sabia: a coragem que ele e a família tiveram em sair de Castilho e ir pra Sampa correr atrás do seu sonho. Isso é louvável. Talento não é nada sem coragem. Castilho já teve seus talentos. Alguns boleiros daqui poderiam estar com a vida feita, jogando por algum grande time por aí. Mas, ou se acovardaram ou ficaram embevecidos pelo próprio talento, achando que a oportunidade bateria à sua porta. E ela não vai bater. Leonardo soube disso e foi bater na porta da oportunidade. Poderia sair de lá desanimado, mesmo envergonhado. Está sendo vitorioso até agora. Será um ídolo? Bem, meu, nunca, meu caro conterrâneo. Foi mal, não é minha praia. Mas já tem a minha admiração e respeito. Não vale 500 mil, mas valeu esse post

Juliano Cardoso


QUEEN - LOVE OF MY LIFE