segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Meu nome não é Johnny

Ontem à tarde, estava no encontro de motociclistas, eu e uma amiga conversando, ambos, “levemente alterados”, quando ela me contou que o evento estava marcado para acontecer na “Conveniência do Bomba”, mas de ultima hora teve que ser realizado no Castilho Tênis Club, pois o atual prefeito, Joni Buzachero, havia impedido a realização por motivos que eu sinceramente não me recordo. No decorrer da conversa, ela cita que a cidade necessita de mudança, que o Paulinho Boaventura era um cara legal, mas foi conivente com os erros do Joni e agora queria dizer que não teve culpa, que iria votar na Fátima por esse motivo e por ai vai...
Aconteceu que eu acabei discordando desse argumento (não do fato dela votar na Fátima, deixo isso bem claro). Me posicionei dizendo que eu não acreditava que o Paulinho tinha tanto poder enquanto vice-prefeito, como algumas pessoas acham, e iria argumentar que pensava assim pois o Joni me parece ser do tipo fechado ao dialogo, que decide e depois apenas anuncia a população, não me parecendo ser aberto ao dialogo. Conclui isso pelas reuniões que participei, greve e reivindicações onde ele sempre me parecia fechado a negociações, mas, posso estar o julgando errado pelo pouco de informações e contato que tenho com ele. O fato é que antes de terminar meu raciocínio ela me interrompeu dizendo que pela maneira que eu falava, deixava claro que estava do lado do Paulinho. Encerramos a conversa ai..

Hoje, conversando com outro amigo, falando sobre a política de Castilho, ouvi um argumento bem parecido, de que o Paulinho foi conivente, que deveria ter entrado ao menos em um atrito com o atual prefeito e passei então a pensar em quantas pessoas utilizam esse mesmo argumento, mas acabei não discordando da fala dele, lembrando que eu poderia ser “acusado” de estar do lado do Paulinho.
O fato é que narro isso não como critica á ambos, até por que pode ser que eles estejam certos e eu errado, mas para contextualizar um cenário presente na nossa cidade.
Muitos dos eleitores deixam de votar no Paulo não por quem ele é, ou por seu plano de governo caso eleito, mas sim pelo que ele representa na mente dos eleitores, ou seja, a continuidade de uma administração marcada pela grande insatisfação popular.
Da mesma forma, muitos não votam na Fátima, não por ela ter prejudicado alguém, causado danos aos cofres públicos, entre outros erros que nós sabemos que não foi à pessoa dela em si quem cometeu, mas sim por eventuais erros que a administração que seu falecido marido tenha cometido.
Desse modo, a eleição não parece uma disputa entre Fátima Nascimento e Paulinho Boaventura e sim entre os legados de José Miguel e Joni Buzachero. O que as pessoas físicas de Paulinho e Fátima pretendem fazer caso eleitos parece ficar em segundo plano, sendo mais importante a figura desses dois personagens que sequer disputam a eleição.
Ambos já tiveram seu tempo, erros, acertos e oportunidades, sendo que agora é a hora de Fátima e Paulinho tomarem a rédea desse município, enfrentarem os problemas que virão e escreverem seus nomes na história de Castilho, seja de maneira positiva ou negativa. 
O passado deve ser passado pra trás e o futuro deve ser depositado na confiança ou da Fátima ou do Paulo, votando para aquele que apresente as melhores características para governar nossa cidade.
Fátima não é José Miguel e Paulo, não é Joni! Ambos são pessoas, cada um com sua particularidade, capacidade, ideais e visão de futuro
Se eu fosse candidato e enfrentasse Fátima, não gostaria que votassem em mim apenas por que não aprovaram a administração José Miguel, que ocorreu há 20 anos. Da mesma forma que se eu enfrentasse o Paulo, também não iria querer que votassem em mim apenas por não aprovarem a gestão Joni Buzachero. Gostaria que votassem por acreditar que EU tenho capacidade para governar e tomar decisões melhores que meus antecessores, mas, talvez por pensar assim é que eu não venço eleição nem pra representante de bairro.

 Se a Fátima não for melhor administradora que seu falecido marido e se Paulo não for melhor administrador que o Joni, qual o sentido de estarem disputando essa eleição? Os dois candidatos tem a história para observar os erros e acertos de cada administrador do passado e podem melhorar assim sua forma de governo.
Parafraseando Paulo, o apostolo, “Uns são de Paulo (o político) outros, são de Fátima, mas eu sou de Castilho” e por isso, seja Paulo, seja Fátima, o (a) candidato (a) que ganhar a próxima eleição terá o meu apoio e a minha oposição. Apoio no que for do interesse do município e oposição no que não for, mas certamente vou sempre torcer para que desempenhem um bom papel para a nossa cidade, seja quem estiver sentado na cadeira do executivo.
Os eleitores do candidato ou candidata derrotada deveriam fazer o mesmo, pois quem perde com uma administração ruim somos nós mesmos, cidadãos de Castilho, que dependem de políticas públicas eficientes para garantir saúde, educação, lazer, segurança, emprego, entre outros.
Deixemos revanchismo e brigas que não acrescentam a nada e vamos todos juntos lutar por uma castilho melhor, seja guiado pelas mãos do Paulo, ou da Fátima!

Silvio Coutinho

Um comentário:

  1. Boa reflexão. Boa paródia de Paulo, o apóstolo... kkkkkkkkkkkkk abçs.

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