quarta-feira, 20 de março de 2013

ASSENTADOS: O FUTURO DO PAÍS


       No mundo globalizado em que vivemos, não podemos deixar de salientar um setor que em qualquer lugar do mundo é de suma importância: o Agrícola. Pode haver a crise financeira que houver no Mundo que em nenhum País alguém deixa de se alimentar. E por falar em alimentos, como será que anda a política nacional para o desenvolvimento agrário em nosso País? 
       Nos últimos anos, o governo federal fez  uma das maiores políticas de reforma agrária que o País já teve, mas será que apenas colocar o homem na terra é o suficiente? Que assistência estas famílias rurais recebem dos respectivos governos? O Brasil é destaque internacional em comodites agrícolas, ou seja, exportamos muita matéria prima, mas não industrializamos.  O que isto quer dizer? Muitas vezes cedemos os grãos e depois importamos os produtos industrializados, isto faz com que vendamos a matéria prima com um valor de mercado muito baixo e, ao importarmos produtos industrializados, pagamos muito caro. 
     Vou fazer uma reflexão mais próxima de nossa realidade. Castilho possui hoje treze assentamentos com uma população rural numerosa. E o que significa para nós esta reforma agrária? Muitos munícipes conquistaram seus lotes ao longo de duros anos vividos debaixo de lonas, enfrentando sol, chuva e frio e, ao adentrarem em seus lotes, os problemas que pareciam estar resolvidos, na verdade, só aumentaram. Porque recebem uma primeira parte dos recursos federais para construírem uma pequena casa e que não é o suficiente para o término da mesma, em seguida, vem o PRONAF para a aquisição de alguma criação para começar a gerar uma renda para o seu sustento, o que na maioria das vezes a opção é o gado leiteiro, aí se deparam que precisam formar o pasto, precisam de água no lote através de poço artesiano, precisam cercar a área em que vão criar o gado, e por aí vai... A pergunta é: de onde vem o recurso financeiro para todas estas etapas?
         Dura realidade que poderá ser um problema futuro. Já pararam pra pensar quando estas humildes pessoas desistirem da vida do campo o que iremos comer? Claro, temos muitos assentados que não tem comprometimento com as terras que conquistaram, mas eu estou falando daqueles que tem um histórico dentro da vida do campo, pois seus avós eram da terra, seus pais eram, e será que seus filhos serão? Temos órgãos como o INCRA e o ITESP e, mesmo assim, eles não conseguem atender aos anseios de uma comunidade rural tão cheia de dificuldades. Posso citar que alguns assentados produzem de maneira braçal roças de milho, melancia, feijão etc. Colhem seus produtos, mas como vão comercializar? Muitos não possuem carros para oferecer seus produtos na cidade, carecem da tal logística, então você sabe o que acontece quando não conseguem vender seus produtos? Alimentam suas criações, como porcos e galinhas.
        É dura a vida do homem do campo local, pois, na gestão passada, tivemos reuniões com representantes da CEAGESP, CONAB, COAPAR e outros órgãos, a fim de regularizar o Nosso Galpão do Agronegócio. Diziam eles que estariam adquirindo equipamentos para receber nossas produções locais, fazendo triagem e vendendo nossos produtos em grandes centros. Triste possibilidade e mais uma vez Nossa Comunidade Rural foi ludibriada e esquecida, povo que carece, dentre outros serviços, de uma melhor assistência médica, bem como transporte. Já param pra pensar que se dermos condições de trabalho melhores para essa comunidade nossa cidade pode se tornar uma referência na produção de hortifrutigranjeiro em nosso estado. Pois, com tantos assentamentos em nosso município, como que os supermercados e mini-mercados compram vários produtos agrícolas de cidades vizinhas como Araçatuba, Dracena, Tupi Paulista? 
      Precisamos ajudar esta comunidade que carece de muita orientação para que possamos, num futuro próximo, desfrutarmos de um desenvolvimento sustentável.
Professor Toninho...

7 comentários:

  1. que política? o povo vai comer no futuro cana, pasto e eucalipto. o negócio é começarmos a plantar no nosso quintal para se auto sustentar. e se vamos falar de assentamento, o buraco é mais embaixo, porque tem política envolvida até as tampas.

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  2. e por aí vamosssssss

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  3. Nos últimos anos (mandato Dilma) não tivemos reforma agrária isso é fato, resultado de uma visão desenvolvimentista do Estado Brasileiro.
    Falando em município, o ideal seriam as cotas para aquisição de alimentos como PAA e PNAE, em esfera municipal. Quanto a permanência dos assentados no campo, já passou da hora de Castilho possuir uma escola do/no campo, com regime de alternância e técnico integrado, estão esperando acontecer um acidente grave com esses ônibus velhos como em Dourados para se pensar nisso?

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  4. Pra começar...O negócio é mais profundo. O assentado tem acesso a crédito facilitado. Dinheiro esse que, se as parcelas não forem pagas, o agricultor pode negociar e pagar o mínimo do mínimo. O que acontece? A primeira coisa que o agricultor faz é adquirir objetos, não superfluos, mas que não envolvem seu desenvolvimento no campo. É culpa deles? Não! Eu também ia querer gastar como bem que quisesse. Sabe o que falta? Planejamento! O Governo Estadual lançou através do Pronac Campo vai oferecer cursos aos assentados. Isso em toda a região, inclusive em Castilho. Porém a cidade que tiver maior número de inscritos é que vai sediar as 160 horas de aulas de 5 cursos diferentes. Castilho tem 13 assentamentos, como o professor mesmo citou...vamos ver quantas pessoas vão se inscrever e realmente participar.

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  5. É isso aí irmão Toninho!A questão é muito seria mesmo, e temos que levar isso a publico a cada governo novo. Isso é chamar para a responsabilidade de todas as partes. Nossa cidade tem potencial (recurso financeiro e 13 assentamentos) para ser referencia no Estado como hortifrutigranjeiro sim!

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  6. Realmente é um a discussao muito complexa mas precisamos planejar ações como a Nat Nogueira citou, e isto não é tarefa fácil....

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  7. Para planejar, é necessário o minimo de vivencia e experiencia no campo, para ter a competência de afirmar algumas coisas. A maioria dos assentados não tem quase nenhum acompanhamento técnico, não se pode culpar os funcionários do Incra que a cada ano diminui seu efetivo.
    Quanto aos financiamentos se sabe a demora para a liberação do dinheiro que em alguns projetos chegam de forma parcelada, quando chegam..(já vi diversos casos em que o dinheiro para construir as paredes da casa chegaram, mas a grana para o telhado não!) dá pra acreditar?
    Então não da para falar de financiamento dos assentados, e se esquecer que o Estado é quem mantem a maioria das Agroindústrias e latifúndios deste país.

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